Resumo: Eurodrama entre a Rússia e Ucrânia continua
Em vez de pararem de brincar às lutas, nesta semana o caso Rússia X Ucrânia desenvolveu se ainda mais, desta vez tendo até comunicados o...
Em vez de pararem de brincar às lutas, nesta semana o caso Rússia X Ucrânia desenvolveu se ainda mais, desta vez tendo até comunicados oficiais sobre o assunto.
No ínicio desta semana, para deitar mais lume para a fogueira ("agora vou sair, vou saltar a fogueira")
o chefe de entretenimento da DR, televisão pública da Dinamarca, Jan Lagermand, criticou fortemente o conflito da Rússia e Ucrânia, dizendo:
- "isto é praticamente insuportável. Sei que a UER leva isto muito a sério, e não devem aceitar desculpas. (...) Isto (referindo-se à Eurovisão) é um local onde nos podemos encontrar para lá das fronteiras e das nossas diferenças"
- Ainda, mostrou se preocupado sobre a organização do evento, declarando o seguinte: ""Exigimos um programa de televisão decente. Sei que é muito exigente, e ouvimos que ainda há muito por fazer. Haverá certamente um programa mas não sabemos como irá ser. As coisas parecem estar um bocadinho fora de controlo. Espero estar errado, e claro que a beleza da Eurovisão é que é diferente de país para país""
Entretanto, tudo parecia estar a acalmar, até que Thomas Schreiber, chefe de entretenimento da ARD, criticou também, o conflito da Rússia e Ucrânia na Eurovisão. Ele, está envolvido na participação do país (Alemanha) na Eurovisão, e referiu publicamente que:
- ""a emissora russa sabia quem estava a escolher, e as autoridades ucranianas também sabem o que estão a fazer"."
- E mesmo, dizendo estas palavras, admitiu ainda que gostava de ver a Rússia a competir ainda este ano. "Se isto é ou não possível depende da boa vontade de ambas as partes ou das emissoras responsáveis. Ao mesmo tempo, isto tem tudo uma importância simbólica tão grande que as emissoras poderão não agir de forma tão independente quanto seria desejado na Europa ocidental"
- E acham mesmo que isto fica por aqui? Não, o senhor gosta muito de falar, então ainda disse que achava ridículo a forma que a UER estava a tratar do assunto. "Não faz sentido que esta discussão tenha lugar na praça pública, isto nunca acontece", afirmou.
Até agora, nada de importante, apenas uns diretores de entretenimento, a reclamar do assunto, porém, do nada a diretora geral da UER lembrou se de deitar uma bomba na mídia. Ela ameaçou excluir a Ucrânia da Eurovisão.
Sim, isso aconteceu mesmo. Ingrid Deltenre confirmou que tinha mandando um ultimato à Ucrânia para deixar a Rússia participar do concurso. Ela disse que:
- "Lamento profundamente que o Festival Eurovisão esteja a ser vítima de abusos de ordem política. O concurso é suposto deliciar e reunir milhões de pessoas. Não deve ser usado para lançá-los uns contra os outros" afirmou Ingrid. Contudo, a diretora-geral do organismo máximo do Festival Eurovisão terá anunciado que enviou um ultimato às entidades ucranianas: se não for encontrada uma solução, nas próximas semanas, que permita a participação da Rússia no concurso, a EBU/UER poderá excluir a emissora da Ucrânia da lista de membros associados à instituição, algo que poderá por em risco a organização do evento em Kiev."
Pois é, literalmente, uma bomba na mídia. Nós avisamos. Entretanto, o cantor da Bulgária, Kristian Kosov, defendeu a participação de Julia, dizendo que:
- "Não gosto de discutir essas questões políticas porque penso que o Festival Eurovisão é um evento musical... A música une as pessoas, mas desta vez estamos a ver o contrário. Espero que as coisas se estabilizem, que as duas partes cheguem a acordo e resolvam o problema." afirmou o jovem cantor à agência russa TASS, defendendo a participação de Julia Samoylova, "Seria uma pena perder um concorrente como a Julia. Eu conheço-a e é uma pessoa maravilhosa. Tem uma alma extremamente gentil e gostava de a ver participar na Final do concurso. Tudo o que esta a acontecer é terrível e injusto".
Ainda acham que isto é pouco? Houve ainda outra bomba na mídia, que, surpreendeu a comunidade eurovisiva por completo. Vários países ameaçaram abandonar o concurso devido ao banimento de Julia Samoylova. Podem ler a carta aqui.
Podemos ler na carta que:
- "vários países já manifestaram a intenção de abandonar o concurso este ano". Além disso, pode ler-se que "em caso da continuidade da proibição, acontecerá um impacto muito negativo na reputação internacional da Ucrânia (...) o veto é algo inaceitável", justificando que a EBU/UER não recebeu qualquer notificação de que Julia Samoylova seja uma ameaça para a segurança nacional da Ucrânia."
- A carta tinha como prazo máximo de resposta, até ontem, dia 31 de março. Se calhar os correios atrasaram se.
Porém, o ministro dos negócios estrangeiros ucraniano garantiu que o país não cederá à pressão feita pela EBU/UER e Julia Samoylova continuará banida do país. O ministro afirmou que:
- "não há concessões, formais ou informais, a serem discutidas, estamos a falar da implementação da lei. Se a lei é violada não podemos falar de mais nada".
E, basicamente foi esta a semana do Eurodrama que estava praticamente apagado. Agora, uma chama está a arder. (baduntuns)
Relembre a entrada da Rússia neste ano à Eurovisão:




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